terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pequena nota sobre sonhos

       Segundo Freud "o sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente" (A Interpretação dos Sonhos, 1899). Para ele, os sonhos em sua essência são a realização de um desejo infantil reprimido, não realizado e assim por diante.          Com o passar do tempo e o desenvolvimento da ciência, sobretudo nas áreas neurológicas, os sonhos para muitas pessoas e cientistas, não passam de - sonhos - Um processo  inconsciente que ocorre em nossa mente enquanto descansamos o corpo. 
      Subjetivamente, os sonhos nunca representaram um simples desejo infantil ou a descarga da minha mente. Os meus sonhos sempre, sempre foram muito malucos, estranhos, bizarros e sem sentido. Talvez porque eu tenha sido um tanto quanto maluca, estranha, bizarra e sem sentido. O que se passa na minha mente enquanto durmo, por vezes, assemelha-se a uma tela de Salvador Dalí (surreal), outras vezes parecem filmes de ação e suspense onde atuo como protagonista, posso controlá-los pois muitas vezes sei que estou sonhando, nos meus sonhos converso com pessoas mentalmente, tenho sonhos dentro de outros sonhos, como o filme "A Origem" retrata muito bem. 
Mas este texto não constitui uma análise acerca dos sonhos, como propõe o título deverá ser apenas uma nota. 
       Esta noite choveu muito por aqui, com direito a raios e trovões escandalosos, e este fator deve ser considerado como influenciador. Sonhei que estava dentro de um carro com uma pessoa que trabalhou com a minha mãe por muito tempo, e ela estava me levando pra um lugar seguro pois algo ruim acontecia no mundo (como naqueles filmes de ataques de E.T.s, Zombies, etc). Me aproximando do local "seguro" avistava-se de longe uma grande nuvem cinzenta com partes negras que tocava o chão, dela saiam espíritos bons e ruins, luzes como a Aurora Boreal e muitas outras coisas que não me recordo com precisão. Se você quisesse "ir pra nuvem" bastava entrar na fila e marchar. Eu percebia que as pessoas estavam sendo enganadas e me esforçava mentalmente afim de mostra-lhes que aquela nuvem (um mundo paralelo) não era algo bom. As coisas se acalmaram e voltamos pelo menos caminho, e na volta havia uma orgia, pessoas fazendo muitas coisas loucas assim como a Bíblia narra em Sodoma e Gomorra. E mais um vez eu tentava falar mentalmente pras pessoas que elas iriam pra um lugar ruim, mas ninguém me ouvia. 
Acordei com a sensação de cansaço mental e físico, este sonho na verdade estava dentro de outro, e quando avistei a nuvem eu pensei que estivesse acordada. 
       Conclusão: Não pretendo concluir esta pequena longa nota com uma revelação extraordinária, talvez o que irei dizer soe ignorante, piegas ou clichê pra você. Sempre tive dificuldade em respeitar normas, leis e regras humanas. No entanto seguir determinadas leis espirituais tem transformado profundamente minha vida, eu não sei de qual religião você é. Mas saiba que Deus tem sonhos pra sua vida e ele fala com você diariamente, basta estarmos atentos  para ouvir. 

sábado, 9 de julho de 2011

Um texto sem a intenção de ser compreendido

       Ela tentara criar e recriar constantemente um mundo novo, louco, lúdico e único! Um mundo onde todos entenderiam suas excentricidades.  Cada tendência lhe inspirava a imaginar um novo meio de compreender as coisas.  O que era lícito não lhe convinha. O perigo era o combustível das suas escolhas e o limite não fazia parte do seu vocabulário. Conhecera músicas, pessoas, lugares, se sentira bem em cada um deles, a doce ilusão do mundo irreal. Vivenciava o hedonísmo em sua gênese mais profunda.
Até que numa bela manhã, um fato ocorrera,  fato este que iria mudar profundamente sua vida, hábitos e seu modo de procurar a felicidade. Percebera ela, que mesmo que criasse um mundo alternativo,  as consequências de suas escolhas seriam sofridas NESTE mundo.
Apoiou-se ao amor, arragou e confiou nele, sabe, aquele sentimento que dá razão a vida de muitas mães e mulheres. Aquele sentimento que só fará sentido se você estiver o vivenciando em sua plenitude.
Resolveu que só amaria  as coisas que lhe fizessem o bem. Bem ao corpo, mente e espírito, sobretudo o espírito, que desde a infância a incomodara.
Desistiu de criar um mundo, decidiu que viveria neste aqui mesmo, e se possível da melhor forma.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A faculdade, a agenda e a vida

Estou no 4º e último ano de Serviço Social, exatamente há três anos convivo com perguntas estúpidas do tipo: "O que faz isso?" ou "Você vai cuidar de pobre a vida toda?". Bem, confesso que na maioria das vezes respondo a essas perguntas com um certo desdém. Pois veja, assim como a saúde, educação, trabalho, lazer, habitação a assistência social também é um direito social, e SE VOCÊ que se julga tão espertinho e cursando o melhor curso do mundo, não sabe dos próprios direitos, porque EU? Deveria me preocupar? No entanto, eu me preocupo e justamente por isso escolhi  Serviço Social para cursar, pois me sinto muito feliz quando vejo os indivíduos usufruindo de seus direitos ou os reivindicando. Você ainda não sabe o que é Serviço Social, não é mesmo? Este curso superior sem status, me proporcionará o bacharelado em Serviço Social, ou seja, serei uma Assistente Social, podendo atuar nas mais diversas Políticas Públicas (saúde, educação, trabalho etc), desenvolvendo projetos sociais, que tem como objetivo garantir o mínimo ou o máximo dos direitos sociais a todos aqueles que necessitarem. A agenda? No ano passado, tive a grande oportunidade de participar de um Projeto de Extensão Universitária, participei como estagiária e bolsista do governo do Estado, este projeto visava consolidar e fortalecer os espaços democráticos conquistados através de muita luta e pouco reconhecidos, os Conselhos Municipais de Saúde. Fizemos pesquisa de campo, levantamento de dados, análise e depois foi elaborado uma capacitação aos conselheiros municipais de saúde de 13 municípios de uma região. Escrevemos artigos científicos, participamos de eventos, enfim, foi uma experiência da qual jamais esquecerei. Em dezembro o projeto teve suas atividades graciosamente cumpridas e infelizmente chegou o seu término. A coordenadora científica do projeto deu uma agenda pra nós,  bolsistas, esta agenda contém alguns pensamentos que vão de encontro com o projeto ético-político da profissão, o que eu considero um dos elementos mais importantes nesta profissão. Compartilharei um trecho: "A justiça, tal como a democracia e a liberdade, pressupõe a dignidade de cada um e os direitos do outro; solicita, por conseguinte, a reciprocidade e a equivalência, a partir do reconhecimento da igualdade dos homens entre si." (Beatriz Paiva e Mione Sales; Livro Serviço Social e Ética, 1996). A vida, bem, eu entrei na faculdade com vontade de mudar o mundo, certamente não o farei sozinha, mas pretendo com minha prática profissional, espalhar sementinhas de justiça social, que um dia, quem sabe possam gerar frutos e que outras pessoas plantem outras sementinhas como estas, e contribuam para tornar  justa e igual para todos esta sociedade em que vivemos.