Ela tentara criar e recriar constantemente um mundo novo, louco, lúdico e único! Um mundo onde todos entenderiam suas excentricidades. Cada tendência lhe inspirava a imaginar um novo meio de compreender as coisas. O que era lícito não lhe convinha. O perigo era o combustível das suas escolhas e o limite não fazia parte do seu vocabulário. Conhecera músicas, pessoas, lugares, se sentira bem em cada um deles, a doce ilusão do mundo irreal. Vivenciava o hedonísmo em sua gênese mais profunda.
Até que numa bela manhã, um fato ocorrera, fato este que iria mudar profundamente sua vida, hábitos e seu modo de procurar a felicidade. Percebera ela, que mesmo que criasse um mundo alternativo, as consequências de suas escolhas seriam sofridas NESTE mundo.
Apoiou-se ao amor, arragou e confiou nele, sabe, aquele sentimento que dá razão a vida de muitas mães e mulheres. Aquele sentimento que só fará sentido se você estiver o vivenciando em sua plenitude.
Resolveu que só amaria as coisas que lhe fizessem o bem. Bem ao corpo, mente e espírito, sobretudo o espírito, que desde a infância a incomodara.
Desistiu de criar um mundo, decidiu que viveria neste aqui mesmo, e se possível da melhor forma.
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