Essa coisa de amor é realmente muito complicada. Havia tomado uma decisão na frente do espelho, não me apaixonar novamente, chega de sapo que se acha príncipe, chega de sensaçãozinha inexplicável. Eu só não esperava que você pudesse existir, me tirar do canto de um quarto escuro, da minha covardia de me envolver novamente. Pensei em trocar nós dois por algo mais seguro e confortável, sem muitas expectativas, com um alguém que já conhece tudo sobre mim. Por um instante, pensei que poderia trocar meus sentimentos como se troca de roupa numa loja barata. Não deu. Sua reação foi inesperada. Simplesmente disse todas as coisas que me fizeram perceber o quanto eu estava sendo babaca, simples assim. Como um eu te amo matutino, cheio de preguiça ao acordar. Faltam apenas 05 dias para o próximo encontro. Mas diz isso pro meu relógio biológico, ele tá maluco aqui, descompassado, me faz acreditar que faltam 100 anos pra eu ouvir pessoalmente todas aquelas coisas, pelas quais eu esperei minha vida inteira. Tenho tanto medo, mas tanto. Esse medo me faz querer sair correndo, pra longe de você, pra longe desse possível amor, dessa possibilidade mesmo que remota de sermos só nós dois contra o mundo, contra a distância, o tempo, contra todas as coisas que me fazem pensar que isto pode não dar nada certo e ambos acabarmos decepcionados. Uma hora a rotina irá bater em nossa porta, e daí?! O que iremos fazer? Não dá pra pedir pra ela pegar a malas e partir, ela vai chegar sem aviso, se hospedar e ficar ali conosco. Lembro de você falando que eu penso muito no futuro, que sua avó dizia que quem faz muitos planos acaba por não realizá-los. O que eu posso fazer, se já imagino seu sobrenome combinando com o meu?! Eu sou assim, precipitada, sofro de véspera, sofro pelo término de um relacionamento que nem mesmo tem nome. Cinco dias, faltam apenas cinco dias.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
As borboletas voltaram
Foi real, e mágico de certa forma, de uma maneira única que eu jamais saberia explicar. Eu tive um sonho em que um cara com mãos grandes segurava as minhas e eu sorria muito, um riso de satisfação, de uma alegria que não era transitória, aquelas coisas de filme, sei lá. Havia uma sensação de travesseiro limpo com cheiro de amaciante. Até parece mentira, mas o sonho se tornou realidade. Cada centímetro de mim espera ansiosamente ocupar o mesmo espaço que o seu, contrariando as leis da física. Já não há mais nada do meu cotidiano que não me faça lembrar a gente. Aquelas coisas mais bobas, se tornam espetaculares quando as compartilho com você. Eu que dormia antes das 22h, porque não havia nada de interessante no mundo que me fizesse permanecer acordada, acordo às 04 horas da madrugada, só pra dizer ao meu cérebro pra não te esquecer, nem sequer por um segundo, nem mesmo enquanto durmo. Eu digo a mim mesma: Ei! ele existe, é real. Afinal, a sua simples existência tem feito um bem danado pra mim. Eu não sei o que você tem, mas sei que tenho muito a te oferecer. Os pequenos gestos de carinho, o café quentinho preparado por você, pequenas coisas que vão tirando cada peça da minha armadura sentimental, me transformando novamente numa garotinha vulnerável.
Um desejo gigantesco de estar ao seu lado e olhar o mesmo céu, o mesmo pássaro, a mesma árvore, a mesma flor. Eu não sei se você sabe, mas gostaria que soubesse, que há muito tempo não me sentia assim, com alma de menina. Cheia de expectativas pro próximo encontro. Chega dar náusea, o estômago dói e fazia muito tempo que estas borboletas não apareciam dentro de mim.
Um desejo gigantesco de estar ao seu lado e olhar o mesmo céu, o mesmo pássaro, a mesma árvore, a mesma flor. Eu não sei se você sabe, mas gostaria que soubesse, que há muito tempo não me sentia assim, com alma de menina. Cheia de expectativas pro próximo encontro. Chega dar náusea, o estômago dói e fazia muito tempo que estas borboletas não apareciam dentro de mim.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
E não foram felizes para sempre...
A vida é realmente absurdamente surpreendente. A rotina, a ausência de compreensão do modo de ser do outro e sobretudo o desrespeito as diferenças é capaz de jogar um caminhão de entulho em qualquer relacionamento pouco provável. Uma paixão não pode suportar as vicissitudes de uma rotina onde não haja espaço de partilha de sonhos, metas e objetivos, ainda mais quando estes sonhos, metas e objetivos são alterados em frações de segundo. Você chegou bem de devagar, eu estava lá, sozinha, desprotegida e vi em você um lugar seguro para ficar. Que pena, não foi! Muito, ou quase tudo por minha culpa. Porquê infelizmente o mundo não gira ao meu redor e eu tenho a mania de pensar que sim. Um cara bêbado numa festa, me disse que minha autoestima é elevada demais, que me acho, pelo simples fato de ser eu mesma. No dia seguinte pediu desculpas, pois ao menos se recordava do que dissera. Respondi que não havia problema algum com aquelas ideias, até porque são verdadeiras, são meus defeitos e tenho apreendido a conviver com eles por aqui. Mas já está na hora de ter mais empatia num relacionamento, de se doar mais, de fazer o outro mais feliz, satisfeito e completo. Acredito que a alma pede esse tipo de coisa pra gente quando a idade se aproxima de uma mulher Balzaquiana.
E após conversar com as amigas e chegar a conclusão de que se não deu com você, não daria com ninguém. A vida realmente absurdamente supreendente me mostra que ainda posso me apaixonar por com a mesma facilidade dos 15, 16, 17 e de toda a vida. Bastou apenas algumas palavras, umas pequeninas demonstrações de sensibilidade inesperada, uns olhinhos pequenos e apaixonantes para eu ter esperança de ser feliz. Isso mostra que realmente, você estava certo eu não era mais apaixonada pela vida que tínhamos. Meu egocentrismo acabou com aquela plantinha que dão o nome de amor. Mas sabe!? Apaixonar-se é necessário. Ter novamente esperanças de compartilhar a vida com alguém. Tudo isso é revigorante. Apaguei suas fotos, mas não as lembranças daquilo de bom que passamos juntos, hoje mesmo abri a gaveta com as suas coisas e as acariciei, não porque o amo, mas porque sinto que perdi um lado bom da minha vida. Não que você me fazia infeliz, até porque sei dos seus esforços pessoais em proporcionar o que julgava necessário, entretanto algo dentro de mim gritava muito alto, que eu poderia ser mais feliz. Essa voz continua ecoando.
Um parceiro desmotivado e de baixo astral, mas que sempre esteve ali. Te desejo apenas o melhor do melhor, das melhores coisas que a vida realmente absurdamente supreendente pode proporcionar.
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