quarta-feira, 23 de setembro de 2015

As borboletas voltaram


Foi real, e mágico de certa forma, de uma maneira única que eu jamais saberia explicar. Eu tive um sonho em que um cara com mãos grandes segurava as minhas e eu sorria muito, um riso de satisfação, de uma alegria que não era transitória, aquelas coisas de filme, sei lá.  Havia uma sensação de travesseiro limpo com cheiro de amaciante. Até parece mentira, mas o sonho se tornou realidade. Cada centímetro de mim espera ansiosamente ocupar o mesmo espaço que o seu, contrariando as leis da física. Já não há mais nada do meu cotidiano que não me faça lembrar a gente. Aquelas coisas mais bobas, se tornam espetaculares quando  as compartilho com você. Eu que dormia antes das 22h, porque não havia nada de interessante  no mundo que me fizesse permanecer acordada,  acordo às 04 horas da madrugada, só pra dizer ao meu cérebro pra não te esquecer, nem sequer por um segundo, nem mesmo enquanto durmo. Eu digo a mim mesma: Ei! ele existe, é real. Afinal, a sua simples existência tem feito um bem danado pra mim. Eu não sei o que você tem, mas sei que tenho muito a te oferecer. Os pequenos gestos de carinho, o café quentinho preparado por você, pequenas coisas que vão tirando cada peça da minha armadura sentimental, me transformando novamente numa garotinha vulnerável.
Um desejo gigantesco de estar ao seu lado e olhar o mesmo céu, o mesmo pássaro, a mesma árvore, a mesma flor. Eu não sei se você sabe, mas gostaria que soubesse, que há muito tempo não me sentia assim, com alma de menina. Cheia de expectativas pro próximo encontro. Chega dar náusea, o estômago dói e fazia muito tempo que estas borboletas não apareciam dentro de mim. 

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