segunda-feira, 21 de setembro de 2015

E não foram felizes para sempre...

A vida é realmente absurdamente surpreendente. A rotina, a ausência de compreensão do modo de ser do outro e sobretudo o desrespeito as diferenças é capaz de jogar um caminhão de entulho em qualquer relacionamento pouco provável. Uma paixão não pode suportar as vicissitudes de uma rotina onde não haja espaço de partilha de sonhos, metas e objetivos, ainda mais quando estes sonhos, metas e objetivos são alterados em frações de segundo. Você chegou bem de devagar, eu estava lá, sozinha, desprotegida e vi em você um lugar seguro para ficar. Que pena, não foi! Muito, ou quase tudo por minha culpa. Porquê infelizmente o mundo não gira ao meu redor e eu tenho a mania de pensar que sim. Um cara bêbado numa festa, me disse que minha autoestima é elevada demais, que me acho, pelo simples fato de ser eu mesma. No dia seguinte pediu desculpas, pois ao menos se recordava do que dissera. Respondi que não havia problema algum com aquelas ideias, até porque são verdadeiras, são meus defeitos e tenho apreendido a conviver com eles por aqui. Mas já está na hora de ter mais empatia num relacionamento, de se doar mais, de fazer o outro mais feliz, satisfeito e completo. Acredito que a alma pede esse tipo de coisa pra gente quando a idade se aproxima de uma mulher Balzaquiana. 
E após conversar com as amigas e chegar a conclusão de que se não deu com você, não daria com ninguém. A vida realmente absurdamente supreendente me mostra que ainda posso me apaixonar por com a mesma facilidade dos 15, 16, 17 e de toda a vida. Bastou apenas algumas palavras, umas pequeninas demonstrações de sensibilidade inesperada, uns olhinhos pequenos e apaixonantes para eu ter esperança de ser feliz. Isso mostra que realmente, você estava certo eu não era mais apaixonada pela vida que tínhamos. Meu egocentrismo acabou com aquela plantinha que dão o nome de amor. Mas sabe!? Apaixonar-se é necessário. Ter novamente esperanças de compartilhar a vida com alguém. Tudo isso é revigorante. Apaguei suas fotos, mas não as lembranças daquilo de bom que passamos juntos, hoje mesmo abri a gaveta com as suas coisas e as acariciei, não porque o amo, mas porque sinto que perdi um lado bom da minha vida. Não que você me fazia infeliz, até porque sei dos seus esforços pessoais em proporcionar o que julgava necessário, entretanto algo dentro de mim gritava muito alto, que eu poderia ser mais feliz. Essa voz continua ecoando. 
Um parceiro desmotivado e de baixo astral, mas que sempre esteve ali. Te desejo apenas o melhor do melhor, das melhores coisas que a vida realmente absurdamente supreendente pode proporcionar. 

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